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17.06

Conversamos com nossos entrevistados sobre fazer parte da comunidade LGBTQ+, descobertas, lutas e aceitações.


Em comemoração ao mês do Orgulho LGBTQ+, a equipe GBEBR desenvolveu um projeto intitulado “Be Kind & Be Proud”, onde traremos diversos conteúdos relacionados a comunidade LGBTQ+. Um desses conteúdos são entrevistas com pessoas que possuem engajamento na comunidade LGBTQ+, umas mais conhecidas pela comunidade e outras menos.

Nossa segunda entrevista é simultânea, com três convidados não muito famosos dentro da comunidade, mas não menos importantes: Isadora (bissexual, estudante de letras e legender em ascenção); Victor (homem trans, escritor); Glória (lésbica, aspirante a modelo). Batemos um papo com eles sobre suas respectivas vivências, como é ter a consciência de ser membro da comunidade LGBTQ+, conselhos e aceitação.

GBEBR: Nos fale um pouco sobre você…

Victor: Meu nome é Victor Hugo, tenho 23 anos, sou psicólogo e escritor nas horas vagas, além de um completo viciado em cinema e televisão.

Isadora: Isadora, 25 anos, estudante de Letras, legender e escritora bissexual.

Glória: Meu nome é Gloria, tenho 19 anos sou natural de Manaus mas moro em Santa Catarina. Sou lésbica e faço parte do movimento LGBTQIA+ onde lutamos pela diversidade, pelo direito de sermos quem somos.


GBEBR: Quando e como se descobriu?

Victor: Foi em 2016 que me descobri através do filme A Garota Dinamarquesa. Tive um insight e resgatei memórias da infância que haviam sido reprimidas.

Isadora: Comecei a me descobrir ainda entrando na adolescência, com mais ou menos 13 anos, quando me sentia estranhamente atraída por meninas

Glória: Me apaixonei por minha amiga no último ano do ensino médio, porém sempre me senti diferente das outras meninas.


GBEBR: Sempre se sentiu parte da comunidade LGBTQ+ ou foi se descobrindo?

Victor: Sempre me senti parte da comunidade porque mesmo antes de ter a noção que era trans, acreditava ser uma garota lésbica.

Isadora: Como disse na resposta anterior, comecei a me descobrir entrando na adolescência, mas era muito jovem e não entendia nem pensava demais sobre. Isso começou a fazer diferença na minha vida acredito que à partir dos 18 anos.

Glória: Meu irmão mais velho é gay então sempre me senti parte da comunidade LGBTQ+.


Nesse momento da entrevista, fizemos uma pergunta individual para cada um, visando o impacto de seus trabalhos e futuros trabalhos dentro da comunidade.

GBEBR: Victor você é escritor de histórias LGBTQ+. Na sua opinião, qual tipo de influência seu conteúdo tem sobre seus leitores?

Victor: Uma influência positiva, no sentido de que escrevo das mais variadas histórias, mostrando como nós (LGBTQ+) estamos no mundo vivendo e fazendo das mais variadas coisas sem termos de nos esconder.

GBEBR: Isadora, além de estudante de letras, você também faz parte de um grupo de legenders que legenda conteúdos LGBTQ+. Na sua opinião, qual tipo de impacto isso causa dentro da comunidade?

Isadora: É muito importante pra mim fazer parte de uma equipe que legenda conteúdos LGBTQ+, porque além de me sentir representada, sinto que ajudamos e contribuímos com o público nessa questão, também.

GBEBR: Glória, você pretende seguir a carreira de modelo. Como a Valentina Sampaio, primeira modelo trans brasileira a quebrar paradigmas, você também deseja ter essa representatividade e voz ativa dentro da comunidade LGBTQ+?

Glória: Tenho uma enorme admiração pela Valentina Sampaio, e assim como ela quero levar a “minorias” representatividade e fazer a diferença. “Não são minorias porque são poucos, mas porque possuem poucos direitos garantidos, pouca representatividade e visibilidade no senário social.”


GBEBR: Qual conteúdo LGBTQ+ (filme, série, música ou livro), mais te impactou?

Victor: A Garota Dinamarquesa é um filme especial para mim pelo motivo dito anteriormente, mas gosto muito de outros filmes, especialmente Carol (2016)

Isadora: A série Killing Eve, sem dúvida, e os filmes Com Amor, Simon e Elisa y Marcela.

Glória: “Elisa e Marcela.” Esse filme fala sobre o primeiro casamento religioso homoafetivo da Espanha que aconteceu a mais de século.


GBEBR: Como se sente fazendo parte da comunidade?

Victor: É difícil dizer. Na maior parte do tempo, é incrível. Me sinto parte de algo maior que eu mesmo, uma cause que vale a pena lutar até o fim da minha vida, mas não é fácil. Às vezes fico desmotivado.

Isadora: Apesar do medo constante de julgamentos, eu me sinto muito orgulhosa de ser LGBTQ+ e do espaço que estamos conquistando aos poucos na sociedade e na mídia.

Glória: Eu tenho orgulho de ser quem sou, tenho orgulho de defender uma causa, tenho orgulho das pessoas que saem na rua para lutar pelo que acreditam. Eu sei que juntos podemos fazer a diferença.


GBEBR: Há alguma pessoa LGBTQ+ que te inspire?

Victor: Todas as figuras públicas que se assumem em LGBTQ+ e dão o rosto para bater em nome da causa.

Isadora: Meu casal de amigas Lizz e Enola são uma inspiração pra mim, com o amor, dedicação e persistência que elas têm uma com a outra, sem deixar a distância interferir. Isso é lindo!

Glória: A vários artistas que me inspiram… Porém meu irmão mais velho “Wesley” é meu espelho. Através dele aprendi a ser forte e não ter medo de lutar pelo que acredito.


GBEBR: O que pode ser feito para termos uma sociedade mais igualitária?

Victor: Há várias coisas, mas acredito que a educação seja a mais fundamental. Ensinar nossas crianças desde o berço a amarem a diversidade e não o contrário. Só assim vamos erradicar todo e qualquer preconceito no mundo.

Isadora: Primeiramente, a sociedade parar de tratar a orientação sexual alheia como algo que afeta em suas próprias vidas. Pessoas da comunidade abrirem debates e falarem mais sobre como se sentem para que quem não encaixa pelo menos entenda e aprenda a respeitar.

Glória: Pode se dizer de uma sociedade mais justa, já que nós sempre argumentamos que não há ninguém igual a ninguém. Uma sociedade gentil, que cultue e ensine seus princípios, contra o preconceito e a favor do livre arbítrio.


GBEBR: Para finalizar, qual é a sua mensagem para a comunidade lgbtq+, para a sociedade num geral. E para aqueles que estão se descobrindo?

Victor: Para quem está se descobrindo: Não tenha medo. Você não é o primeiro e não estará sozinho nunca. Outras pessoas sofreram muito para que você estivesse num mundo menos hostil, então faça sua parte para que gerações futuras tenham um lugar ainda melhor. Para a sociedade num geral: ame mais, julgue menos, independente de religião, de crenças, de absolutamente tudo. Somos todos iguais e ao mesmo tempo diferentes. A diversidade é o que nos compõe, é a coisa mais linda sobre nós.

Isadora: Que tenhamos cada vez mais orgulho e menos medo de sermos quem somos. E para aqueles que estão se descobrindo, o caminho é difícil, mas sejam fortes, estamos todos juntos.

Glória: A mensagem mais importante é: “respeitar o próximo, ainda que ele seja diferente de você.” Isso significa que ninguém precisa ter uma orientação sexual homoafetiva ou não se identificar com seu próprio sexo para entender, respeitar e ter empatia. Para as pessoas que estão se descobrindo eu aconselho a não tentar se encaixar em um rótulo pois rótulos não têm utilidade, o que realmente importa é o conteúdo. Viva a sua vida e se descubra no seu tempo.


A equipe GBEBR agradece ao Victor, Isadora e Glória pela entrevista e as suas contribuições com nosso projeto.

Você pode estar conhecendo e acompanhando mais o trabalho de escritor Victor, através do link: www.spiritfanfiction.com/historia/meant-to-be-19011011

O trabalho da Isadora, como legender pode estar sendo acompanhado, através do Twitter: twitter.com/ladykillersubs


Por: Enola Fernandes, Elizandra Sanches, GBEBR

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