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23.06

Batemos um papo com a cantora sobre a importância de ter artistas LGBTQ+ dentro da música e o impacto disso na sociedade, além de dicas


Em comemoração ao mês do Orgulho LGBTQ+, a equipe GBEBR desenvolveu um projeto intitulado “Be Kind & Be Proud”, onde traremos diversos conteúdos relacionados a comunidade LGBTQ+. Um desses conteúdos são entrevistas com pessoas que possuem engajamento na comunidade LGBTQ+, umas mais conhecidas pela comunidade e outras menos.

Nossa quarta entrevista é com a cantora, compositora e atriz, Carol Coutinho. Além de dicas, ela bate um papo conosco sobre a importância de representatividade LGBTQ+ na música para a comunidade e a sociedade num geral.


GBEBR: Carol, primeiramente queremos te agradecer por aceitar o convite da entrevista, ao nosso projeto dedicado ao mês do Orgulho LGBTQ+. Para começar, nos fale um pouco sobre você e o seu trabalho musical.

Carol: O prazer é todo meu! Eu comecei profissionalmente na música com 18 anos, mas já tinha um envolvimento muito forte com música desde criança. A primeira música que eu postei na internet foi um cover de “I Miss You” da Miley Cyrus, quando eu tinha 14 anos. Foi aí que a minha família resolveu investir e me botar pra estudar canto, e sigo estudando desde os 16. Tenho 23 agora, e acho que ainda tenho muita coisa pra aprender. Tive um processo muito legal com a minha banda, Os Caras & Carol. Peguei estrada, virei muitas noites, toquei nos palcos dos sonhos. Agora estou seguindo carreira solo, mas com muitos amigos me ajudando no projeto. Acho que no coletivo é sempre mais legal.


GBEBR: Quando se inseriu no mundo da música?

Carol: Profissionalmente aos 18 anos, logo depois que eu me formei de um curso profissionalizante de atuação. Minha primeira apresentação foi na abertura do teatro da escola, acompanhada pelo Tibi no teclado. Foi mágico.


GBEBR: Tem algum artista LGBTQ+ que seja a sua maior inspiração?

Carol: É uma descoberta recente pra mim, mas Elton John é uma grande referência. Um músico primoroso e uma presença de palco incrível.


GBEBR: Existe uma discussão sobre ser necessário artistas se posicionarem ou não a respeito de algumas pautas, principalmente relacionadas a comunidade LGBTQ+. Qual é a sua opinião?

Carol: Acho que as pessoas precisam ter o mínimo de embasamento no assunto pra falar, e falar por falar ou por pressão não ajuda em nada à comunidade. Acho muito legal o que a Anitta tem feito com política, por exemplo, de admitir que não entende muito do assunto e tentar se educar. O local de fala é realmente importante nesse sentindo, e dar voz pra pessoas que tem a vivência é sempre mais proveitoso do que uma frase feita. Mas acho que o pronunciamento que vem de um lugar de sinceridade é um carinho também. É bom mostrar que a gente se importa. Sendo eu mesma parte da comunidade LGBTQ+, saber que tenho aliados é muito importante.


GBEBR: Pretende algum dia lançar uma música que transmita uma mensagem de orgulho para a comunidade LGBTQ+?

Carol: Eu acho que eu tenho falado desse assunto de forma um pouco velada nas minhas composições. Só me assumi bissexual para a minha família recentemente, então agora me sinto mais segura para escrever abertamente sobre o assunto. Meu trabalho fala muito sobre auto aceitação e autoconhecimento, e a sexualidade não está excluída dessa narrativa.


GBEBR: Seguindo sobre a representatividade. Você acredita que hoje em dia, se tem uma boa representatividade de artistas LGBTQ+ no meio musical?

Carol: Acho que temos muitos artistas incríveis que tem plataformas menores do que as que eles merecem, e que acabam ficando presos a um nicho por serem tão autênticos. É muito legal ver a Pabllo Vittar com a projeção enorme que ela tem, mas sinto que o grande público ainda não aceita mais de uma cantora drag na cena mainstream. Isso vale pra outras pessoas que levantam a bandeira da comunidade. Acabamos ficando “nichados” se não somos normativos o suficiente para consumo em massa. Não sei se faz muito sentido. Então a resposta resumida é não.


GBEBR: Na sua opinião, o que é necessário para que a música seja sempre um instrumento de representatividade para a comunidade LGBTQ+ e transformação para a sociedade?

Carol: A música tem uma qualidade especial de tocar o emocional das pessoas antes do racional, então acho que mais narrativas abertamente LGBTQ+ na música mainstream ajudaria muito.

É uma forma de passar mensagens positivas e reais que chegam nas pessoas antes da barreira do preconceito bloquear. Pode ser um pensamento meio “polianesco”, mas vale a pena acreditar.


GBEBR: Para finalizar a nossa entrevista, qual é a mensagem que gostaria de deixar para os seus fãs? Incluindo os LGBTQ+. E também gostaríamos que indicasse três músicas que representa a nossa comunidade LGBTQ+.

Carol: Eu acho muito importante encontrar a nossa família. Às vezes, é a família em que nós nascemos, e as vezes é uma família que nós criamos com as pessoas que nós amamos.

Encontrar o nosso sistema de apoio é essencial para seguir sãs.

Eu tive a sorte de encontrar esse sistema nos meus pais e nos meus amigos, principalmente no meu irmão, que também é LGBTQ+ e sempre me ajuda a tirar forças até de onde eu não tenho. Inclusive, algumas pessoas surpreendem a gente positivamente, outras não. Estar seguro nesses amores é muito poderoso.

As minhas três indicações são: Hair – Lady Gaga, The Show Must Go On – Queen e Rajadão – Pabllo Vittar


A equipe GBEBR agradece a Carol pela entrevista e a sua contribuição com nosso projeto. Você pode estar conhecendo e acompanhando seu trabalho pelo instagram: https://www.instagram.com/coutca/


Por: Enola Fernandes, Elizandra Sanches, GBEBR

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