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10.10

A faixa também conta com a versão em espanhol, dessa vez com apenas os vocais da cantora.


Vindo de boas recepções pelo seu recente trabalho, o EP “solta”, a cantora pop brasileira lançou nessa última sexta-feira (09/10) os novos singles: “inolvidable” e “inesquecível”, sendo o primeiro uma versão em espanhol com apenas os seus vocais, e o segundo a sua primeira parceria da carreira, dividindo os vocais com Luan Santana.

Além de Giulia, a composição contou com os colaboradores: Clips Ahoy, Cris Chill, David Julca e Jonathan Julca. A revelação do pop brasileiro contou em comunicado à imprensa que queria brincar com a ideia de ser inesquecível, e já estava com a palavra “inolvidable” na cabeça.
“Com a ajuda da Cris ‘Chill’ na composição da letra em espanhol, o resto virou música”, completa.

Sempre se mostrando aberta sobre seus processos de composição, revelou que a inspiração desse novo trabalho aconteceu após ter recebido uma mensagem de seu ex namorado, que confidenciou ter sonhado com ela.

A escolha de Luan Santana como colaboração em “inesquecível” também foi algo planejado.

“Na minha opinião o Luan é o melhor vocalista do Brasil e, para essa música, eu sabia que precisaria de alguém que cantasse com pura emoção. E foi uma surpresa a sinergia que tivemos em Inesquecível. Luan amou a faixa, e o resultado é uma música literalmente inesquecível”, explica Giulia ao site Popline.

Os clipes dos respectivos singles foram dirigidos por Pedro Tofani e Malu Alves, e idealizados por Giulia, que compara as diversas luzes presentes nos vídeos musicais com se deitar, fechar os olhos e ver uma constelação.

Confira ambos os clipes, o primeiro com Luan Santana e o outro com apenas a cantora, e todos os seus conceitos:

Ouça “inesquecível Ft. Luan Santana” e “inolvidable” nas plataformas: Spotify, Deezer e Apple Music, além de assistir ao clipe no Youtube. Contribua com o sucesso da nossa Giulia! Disponível em: https://lnk.to/inesquecivel e https://lnk.to/GBinolvidable


Por: Enola Fernandes, Elizandra Sanches, GBEBR

26.06

Conversamos com as ativistas sobre os negros dentro da sociedade e a luta por direitos.


Em comemoração ao mês do Orgulho LGBTQ+, a equipe GBEBR desenvolveu um projeto intitulado “Be Kind & Be Proud”, onde traremos diversos conteúdos relacionados a comunidade LGBTQ+. Um desses conteúdos são entrevistas com pessoas que possuem engajamento na comunidade LGBTQ+, umas mais conhecidas pela comunidade e outras menos.

Nossa última entrevista é com duas jovens negras: Daniela Gava Duarte (formada em direito e ativista) e Débora Cristina (estudante de letras, ativista e LGBTQ+). Batemos um papo com nossas entrevistadas sobre a importância de negros dentro da comunidade LGBTQ+, dentro da sociedade em geral, representatividade e luta antirracista.


GBEBR: Olá. É um prazer entrevistá-las e obrigada por aceitarem o convite do nosso projeto “Be Kind & Be Proud”. Começando… Nos fale um pouco sobre vocês.

Daniela: Meu nome é Daniela Gava Duarte, tenho 23 anos, sou do interior do Espírito Santo e sou uma mulher negra formada recentemente em Direito.

Débora: Meu nome é Débora Cristina, tenho 23 anos e estou cursando a Faculdade de Letras – Português/Inglês.


GBEBR: Vocês são duas jovens, que assim como outros, estão em busca de realizar seus sonhos. Como vocês se sentem sendo negras no Brasil? E para você Débora, que além de negra, também faz parte da comunidade LGBTQ+.

Daniela: Não é uma sociedade fácil de se viver, pois constantemente temos que nos deparar com o preconceito, além de termos que trabalhar duas vezes mais para mostrar o nosso valor e potencial. Apesar de todas as dificuldades enfrentadas, ainda é um orgulho sem tamanho fazer parte dessa parcela da população.

Débora: Eu costumo dizer que ser negro no Brasil é um montante de frustrações e grandiosidades sem tamanho. Acrescentando ao montante ser mulher e lésbica, a desvalorização da minha existência se manifesta diariamente, não é fácil, mas se tem algo que estamos acostumados é com dificuldades.


GBEBR: Nos últimos meses, a sociedade tem presenciado um grande debate sobre o genocídio da população negra, a desmilitarização da polícia, além das questões de direitos humanos. Para vocês, é necessário também haver um debate sobre pessoas negras LGBT’s e toda a diversidade negra?

Daniela: Com certeza! Porque esta também é uma parte da população que é constantemente vitimada pela sociedade e que merece um grande destaque nas mais diversas pautas reforçadas no Brasil. Como toda minoria, deve ser reconhecida através do estímulo do debate e da educação.

Débora: Historicamente falando, o movimento LGBT+ sempre foi encabeçado por pessoas negras. Não se pede nada mais que o justo, quando falamos sobre equiparação, valorização e respeito. No meu ponto de vista, não se existe direitos coletivos quando os individuais estão sendo ignorados.


GBEBR: Débora, qual a sua opinião sobre a posição dos negros LGBTQ+ dentro da comunidade?

Débora: De resistência. A racialização dessa conversa sempre precisa estar no centro. Quando eu penso em um homem LGBT+ por exemplo, o que é constantemente exposto é o homem branco, de classe média e com um ciclo de amizade vasto. Sexualidade não tem rosto. Não existe um estilo único de se apresentar, e temos exemplos vastos de negros na luta por igualdade, como Ângela Davis, por exemplo.


GBEBR: Débora, sabemos que existem pautas que são invisibilizadas dentro do próprio movimento LGBTQ+, como a saúde de mulheres trans, lésbicas e bissexuais negras. Qual é a sua opinião sobre isso, e o que a comunidade tem que fazer para que isso seja debatido de forma correta?

Débora: Se tem algo que essa parte da comunidade aprendeu, é que ninguém vai lutar essa causa por nós. A invisibilidade é massacrante e constante. O discurso é muito importante, mas não é o bastante. Visibilidade no ambiente de trabalho, na distribuição de renda, principalmente nas políticas públicas, são medidas emergenciais para essa classe.


GBEBR: Na opinião de vocês, o que é necessário fazer para reconhecer as diferenças dentro de qualquer movimento, não somente do LGBTQ+.

Daniela: É necessário promover o debate acerca do assunto. Não falar sobre, é o que gera os mais diversos embates e o preconceito. É preciso aceitar que há diferenças dentro de todos os movimentos, mas dialogar com intuito de aceitação e promoção de igualdade.

Débora: O que não é visto não é lembrado. Posições de destaque, com conversas abrangentes e CADA UM FAZENDO A SUA PARTE. Não existe isso de não é a minha luta, “não tenho local de fala”, não existe local de fala para a injustiça. Se posicione. Fale. E se a sua voz tem mais possibilidade de ser ouvida que outra, use-a.


GBEBR: Para vocês, qual é o papel das pessoas brancas em relação a luta antirracista?

Daniela: As pessoas brancas têm um papel fundamental no combate ao racismo, pois somente os negros sozinhos não podem avançar nesta luta. O racismo existente no Brasil é sistêmico e estrutural, portanto, as pessoas brancas precisam se informar, rever antigos conceitos e ajudar a promover o conhecimento e os debates acerca do preconceito racial.

Débora: Ouvir, absorver e espalhar o discurso. Sem retrucar, sem justificar, e se posicionando. Obviamente, não existe posicionamento sem conhecimento, então estude sobre. Dê espaço para negros. Use seu privilégio. Não fique apático.


GBEBR: Falar sobre jovens negros LGBTQs é também uma questão de saúde e de qualidade de vida. Na opinião de vocês, quais atitudes por parte do governo, da sociedade e da comunidade LGBTQ+ é necessário para se ter mais representatividade, diversidade e igualdade?

Daniela: É preciso estimular inúmeras atividades que promovam a representatividade, tais como políticas públicas e ações afirmativas que visem a inclusão dessa parcela da população que é marginalizada há séculos. Deixar de falar do preconceito, em todas as suas vertentes, não acaba com ele… somente aumenta a sua proporção.

Débora: Quando falamos de políticas públicas não falamos de discursos, falamos de ações. Ações como construções de abrigos e cursos específicos para pessoas trans em situação de rua, criação de leis que os protejam no local de trabalho, e os respaldam em conflitos sem medo de represálias. Foquei no público trans, pois, é o mais afetado hoje da Comunidade LGBT+ em expectativa de vida, principalmente se sua cor for preta.

Existem muitas outras ações necessárias para outras siglas, e muito parecido com a causa negra, precisamos ouvir as necessidades e os socorrer, pois, quem está morrendo diariamente por esse preconceito, não está aberto a discursos, e sim a ações.


GBEBR: Quais ativistas e artistas negros são suas inspirações.

Daniela: Existem vários (as) que são muito importantes para o movimento e que que inspiram tantos jovens assim como eu, alguns deles são Michelle Obama, Viola Davis, Maya Angelou, Djamila Ribeiro, Silvio Almeida e Taís Araújo.

Débora: Aqui no Brasil Silvio Almeida, Djamila Ribeiro, Djonga, Lineker, entre outros. Internacional, Kendrick Lamar, Jay-Z, Tamika Mallory entre outros.


GBEBR: Para finalizar a nossa entrevista, qual é a mensagem de vocês para os negros e a comunidade LGBTQ+? Quais projetos tem feito a diferença na opinião de vocês para melhorar a representatividade negra, que vocês recomendam.

Daniela: A sociedade em que vivemos hoje está bem longe de ser a ideal, mas devemos continuar na luta para que ao menos os que vierem depois de nós possam viver em um mundo que seja aberto a respeitar as diferenças e aceitar a diversidade. É muito importante dar voz aos artistas, escritores e inúmeros outros exemplos de pessoas negras.

Repensar se existe representatividade em tudo que você anda consumindo e estimular a divulgação de trabalho negro. É fundamental desenvolver um pensamento crítico.

Um livro essencial para compreender e refletir acerca do racismo, é a obra “Pequeno Manual Antirracista” da Djamila Ribeiro, leitura imprescindível para o momento em questão. Além de várias páginas no instagram como @pretitudes, @gentepreta, @africanizeioficial e muitos outros projetos que promovem o debate, a conscientização e consequentemente a representatividade.

Débora: O momento que vivemos hoje nos requer cautela. Não de ações, mas de informações. Precisamos nos armar de informações robustas e concretas, um sistema de apoio sólido, embora nem todos os possuam, é de extrema importância. E seja feliz, a felicidade só assusta quem não se abriu totalmente a ela.

Eu amo séries, e uma com uma representatividade incrível é Pose. Nos supre tanto essa série nesse momento em que vivemos, e todos deveriam mergulhar um pouco no mundo desafiante dessa série.


23.06

Batemos um papo com a cantora sobre a importância de ter artistas LGBTQ+ dentro da música e o impacto disso na sociedade, além de dicas


Em comemoração ao mês do Orgulho LGBTQ+, a equipe GBEBR desenvolveu um projeto intitulado “Be Kind & Be Proud”, onde traremos diversos conteúdos relacionados a comunidade LGBTQ+. Um desses conteúdos são entrevistas com pessoas que possuem engajamento na comunidade LGBTQ+, umas mais conhecidas pela comunidade e outras menos.

Nossa quarta entrevista é com a cantora, compositora e atriz, Carol Coutinho. Além de dicas, ela bate um papo conosco sobre a importância de representatividade LGBTQ+ na música para a comunidade e a sociedade num geral.


GBEBR: Carol, primeiramente queremos te agradecer por aceitar o convite da entrevista, ao nosso projeto dedicado ao mês do Orgulho LGBTQ+. Para começar, nos fale um pouco sobre você e o seu trabalho musical.

Carol: O prazer é todo meu! Eu comecei profissionalmente na música com 18 anos, mas já tinha um envolvimento muito forte com música desde criança. A primeira música que eu postei na internet foi um cover de “I Miss You” da Miley Cyrus, quando eu tinha 14 anos. Foi aí que a minha família resolveu investir e me botar pra estudar canto, e sigo estudando desde os 16. Tenho 23 agora, e acho que ainda tenho muita coisa pra aprender. Tive um processo muito legal com a minha banda, Os Caras & Carol. Peguei estrada, virei muitas noites, toquei nos palcos dos sonhos. Agora estou seguindo carreira solo, mas com muitos amigos me ajudando no projeto. Acho que no coletivo é sempre mais legal.


GBEBR: Quando se inseriu no mundo da música?

Carol: Profissionalmente aos 18 anos, logo depois que eu me formei de um curso profissionalizante de atuação. Minha primeira apresentação foi na abertura do teatro da escola, acompanhada pelo Tibi no teclado. Foi mágico.


GBEBR: Tem algum artista LGBTQ+ que seja a sua maior inspiração?

Carol: É uma descoberta recente pra mim, mas Elton John é uma grande referência. Um músico primoroso e uma presença de palco incrível.


GBEBR: Existe uma discussão sobre ser necessário artistas se posicionarem ou não a respeito de algumas pautas, principalmente relacionadas a comunidade LGBTQ+. Qual é a sua opinião?

Carol: Acho que as pessoas precisam ter o mínimo de embasamento no assunto pra falar, e falar por falar ou por pressão não ajuda em nada à comunidade. Acho muito legal o que a Anitta tem feito com política, por exemplo, de admitir que não entende muito do assunto e tentar se educar. O local de fala é realmente importante nesse sentindo, e dar voz pra pessoas que tem a vivência é sempre mais proveitoso do que uma frase feita. Mas acho que o pronunciamento que vem de um lugar de sinceridade é um carinho também. É bom mostrar que a gente se importa. Sendo eu mesma parte da comunidade LGBTQ+, saber que tenho aliados é muito importante.


GBEBR: Pretende algum dia lançar uma música que transmita uma mensagem de orgulho para a comunidade LGBTQ+?

Carol: Eu acho que eu tenho falado desse assunto de forma um pouco velada nas minhas composições. Só me assumi bissexual para a minha família recentemente, então agora me sinto mais segura para escrever abertamente sobre o assunto. Meu trabalho fala muito sobre auto aceitação e autoconhecimento, e a sexualidade não está excluída dessa narrativa.


GBEBR: Seguindo sobre a representatividade. Você acredita que hoje em dia, se tem uma boa representatividade de artistas LGBTQ+ no meio musical?

Carol: Acho que temos muitos artistas incríveis que tem plataformas menores do que as que eles merecem, e que acabam ficando presos a um nicho por serem tão autênticos. É muito legal ver a Pabllo Vittar com a projeção enorme que ela tem, mas sinto que o grande público ainda não aceita mais de uma cantora drag na cena mainstream. Isso vale pra outras pessoas que levantam a bandeira da comunidade. Acabamos ficando “nichados” se não somos normativos o suficiente para consumo em massa. Não sei se faz muito sentido. Então a resposta resumida é não.


GBEBR: Na sua opinião, o que é necessário para que a música seja sempre um instrumento de representatividade para a comunidade LGBTQ+ e transformação para a sociedade?

Carol: A música tem uma qualidade especial de tocar o emocional das pessoas antes do racional, então acho que mais narrativas abertamente LGBTQ+ na música mainstream ajudaria muito.

É uma forma de passar mensagens positivas e reais que chegam nas pessoas antes da barreira do preconceito bloquear. Pode ser um pensamento meio “polianesco”, mas vale a pena acreditar.


GBEBR: Para finalizar a nossa entrevista, qual é a mensagem que gostaria de deixar para os seus fãs? Incluindo os LGBTQ+. E também gostaríamos que indicasse três músicas que representa a nossa comunidade LGBTQ+.

Carol: Eu acho muito importante encontrar a nossa família. Às vezes, é a família em que nós nascemos, e as vezes é uma família que nós criamos com as pessoas que nós amamos.

Encontrar o nosso sistema de apoio é essencial para seguir sãs.

Eu tive a sorte de encontrar esse sistema nos meus pais e nos meus amigos, principalmente no meu irmão, que também é LGBTQ+ e sempre me ajuda a tirar forças até de onde eu não tenho. Inclusive, algumas pessoas surpreendem a gente positivamente, outras não. Estar seguro nesses amores é muito poderoso.

As minhas três indicações são: Hair – Lady Gaga, The Show Must Go On – Queen e Rajadão – Pabllo Vittar


A equipe GBEBR agradece a Carol pela entrevista e a sua contribuição com nosso projeto. Você pode estar conhecendo e acompanhando seu trabalho pelo instagram: https://www.instagram.com/coutca/


Por: Enola Fernandes, Elizandra Sanches, GBEBR

21.06

Batemos um papo com a futura advogada sobre como a lei funciona para as pessoas da comunidade


Em comemoração ao mês do Orgulho LGBTQ+, a equipe GBEBR desenvolveu um projeto intitulado “Be Kind & Be Proud”, onde traremos diversos conteúdos relacionados a comunidade LGBTQ+. Um desses conteúdos são entrevistas com pessoas que possuem engajamento na comunidade LGBTQ+, umas mais conhecidas pela comunidade e outras menos.

Nossa terceira entrevista é com a estudante de direito e digital influencer Júlia Tartaglia. O tema central do assunto é sobre direitos LGBTQ+ perante a lei, além de dar sua opinião final e um recado para a comunidade.


GBEBR: Olá, Júlia. É um prazer entrevistá-la e obrigada por aceitar ao convite do nosso projeto “Be Kind & Be Proud”. Começando, o que podemos saber quanto ao tratamento de pessoas LGBTQ+ em espaços públicos. Caso alguém sofra discriminação, o que se deve proceder?

Júlia: Olá! É um prazer. Infelizmente, o Brasil ainda não possui leis sobre os direitos de pessoas homossexuais, porém o que existe são decisões do poder judiciário que concedem à comunidade LGBTQ alguns direitos, ou seja, depende de cada Estado! No Rio de Janeiro, por exemplo, foi aprovada uma lei que institui multa de 60 mil reais em casos de discriminação com pessoas homossexuais. A lei nº 7041.

Entretanto, como eu disse, existem decisões que amparam os direitos gerais! Dentre elas, a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de equiparar a homofobia ao crime de racismo. Sendo assim, estando diante de um caso de homofobia, é de suma importância que haja a denúncia! As pessoas precisam entender que homofobia é crime!


GBEBR: O que pode nos dizer a respeito da adoção e registro de filhos por casais homoafetivos.

Júlia: Em relação à adoção, pela lei ser omissa, não é um direito garantido. Muitos juízes ainda usam da omissão para negar a adoção! Porém também não existem impedimentos legais.

Quanto ao registro de filhos, nos casos de pais héteros, casados ou em união estável, apenas um deles terá que ir ao cartório. Nos casos de pais homoafetivos, casados ou em união estável, o documento terá que informar como pais ou como mães os nomes dos dois.


GBEBR: Sobre pessoas transgêneros, quais são seus direitos? E o que as leis atualmente amparam?

Júlia: As pessoas transgêneros possuem direito à saúde e o direito à personalidade, este último, mais especificamente, busca a harmonia entre sua morfologia e seu ambiente psíquico. Também possuem direito ao atendimento pelo sus para realização de cirurgia e direito ao nome. Além disso, possui os demais direitos garantidos aos homossexuais. 


GBEBR: Segundo dados da ONG Grupo Gay da Bahia de 2018, a cada 20 horas, um(a) LGBTQ+ morre no Brasil por violência motivada por LGBTfobia. Na sua opinião, o que área jurídica poderia estar aperfeiçoando para que esses números fossem reduzidos?

Júlia: Assim como existe o crime de feminicídio, que trata o homicídio pela motivação da pessoa ser mulher, eu concordo com a ideia de se estipular a forma de homicídio com a motivação da pessoa ser homossexual. É nítido a quantidade de casos de homicídios e violências ocasionadas simplesmente pelo fato de a pessoa gostar do sexo oposto, e isso deve ser combatido o mais rápido possível. Infelizmente, nosso legislativo ainda é omisso quanto à criação das leis que amparam essa classe.


GBEBR: A internet e as redes sociais se tornaram plataformas importantes para a representatividade e a comunicação. Mas infelizmente várias pessoas LGBTQ+ sofrem bullying diariamente todos os dias. Sobre o cyberbulying direcionado aos LGBTQ+. Quais procedências tomar?

Júlia: O crime virtual está muito em alta, infelizmente. As pessoas acham que por estarem atrás de uma tela de computador podem falar o que quiserem sem nenhuma consequência. Esses casos devem ser denunciados em uma delegacia para que haja o devido processo do caso. A internet não é uma terra sem lei que te permite falar o que quiser sem que você pague pelos seus atos!


GBEBR: Qual a sua opinião sobre profissionais LGBTQ+ no meio jurídico. Há representatividade ou precisa-se de mais?

Júlia: Infelizmente, o direito é visto como uma área muito “formal” e, para várias pessoas, os homossexuais não possuem tal formalidade, o que acaba gerando um preconceito cultural. Mas, eu nunca presenciei um caso de discriminação na nossa área e fico muito feliz com isso. Espero que esse conceito mude com o passar do tempo!


GBEBR: Para finalizar a nossa entrevista, que mensagem você gostaria de deixar para a comunidade LGBTQ+? Quais projetos dentro da temática LGBTQ+ tem feito a diferença na sua opinião e que você recomenda.

Júlia: A luta é grande, mas a causa está sendo mais reconhecida. Os dias atuais estão mais acessíveis para essa comunidade, mas isso não apaga o fato de ainda ter muito preconceito. Continuem na luta e nunca deixem de ser vocês mesmo por ninguém!!! Os direitos estão aí para lhes proteger. Um projeto que eu acho incrível é a visibilidade da comunidade LGBT em novelas e filmes, até mesmo em animações. Isso faz com que a causa alcance mais pessoas a cada dia!


A equipe GBEBR agradece a Júlia pela entrevista e a sua contribuição com nosso projeto. Você pode estar conhecendo e acompanhando seu projeto sobre a luta feminista e o combate ao machismo, através do instagram: https://www.instagram.com/pvc.mulher/?igshid=jq62lg0d4hq4


Por: Enola Fernandes, Elizandra Sanches, GBEBR

17.06

Conversamos com nossos entrevistados sobre fazer parte da comunidade LGBTQ+, descobertas, lutas e aceitações.


Em comemoração ao mês do Orgulho LGBTQ+, a equipe GBEBR desenvolveu um projeto intitulado “Be Kind & Be Proud”, onde traremos diversos conteúdos relacionados a comunidade LGBTQ+. Um desses conteúdos são entrevistas com pessoas que possuem engajamento na comunidade LGBTQ+, umas mais conhecidas pela comunidade e outras menos.

Nossa segunda entrevista é simultânea, com três convidados não muito famosos dentro da comunidade, mas não menos importantes: Isadora (bissexual, estudante de letras e legender em ascenção); Victor (homem trans, escritor); Glória (lésbica, aspirante a modelo). Batemos um papo com eles sobre suas respectivas vivências, como é ter a consciência de ser membro da comunidade LGBTQ+, conselhos e aceitação.

GBEBR: Nos fale um pouco sobre você…

Victor: Meu nome é Victor Hugo, tenho 23 anos, sou psicólogo e escritor nas horas vagas, além de um completo viciado em cinema e televisão.

Isadora: Isadora, 25 anos, estudante de Letras, legender e escritora bissexual.

Glória: Meu nome é Gloria, tenho 19 anos sou natural de Manaus mas moro em Santa Catarina. Sou lésbica e faço parte do movimento LGBTQIA+ onde lutamos pela diversidade, pelo direito de sermos quem somos.


GBEBR: Quando e como se descobriu?

Victor: Foi em 2016 que me descobri através do filme A Garota Dinamarquesa. Tive um insight e resgatei memórias da infância que haviam sido reprimidas.

Isadora: Comecei a me descobrir ainda entrando na adolescência, com mais ou menos 13 anos, quando me sentia estranhamente atraída por meninas

Glória: Me apaixonei por minha amiga no último ano do ensino médio, porém sempre me senti diferente das outras meninas.


GBEBR: Sempre se sentiu parte da comunidade LGBTQ+ ou foi se descobrindo?

Victor: Sempre me senti parte da comunidade porque mesmo antes de ter a noção que era trans, acreditava ser uma garota lésbica.

Isadora: Como disse na resposta anterior, comecei a me descobrir entrando na adolescência, mas era muito jovem e não entendia nem pensava demais sobre. Isso começou a fazer diferença na minha vida acredito que à partir dos 18 anos.

Glória: Meu irmão mais velho é gay então sempre me senti parte da comunidade LGBTQ+.


Nesse momento da entrevista, fizemos uma pergunta individual para cada um, visando o impacto de seus trabalhos e futuros trabalhos dentro da comunidade.

GBEBR: Victor você é escritor de histórias LGBTQ+. Na sua opinião, qual tipo de influência seu conteúdo tem sobre seus leitores?

Victor: Uma influência positiva, no sentido de que escrevo das mais variadas histórias, mostrando como nós (LGBTQ+) estamos no mundo vivendo e fazendo das mais variadas coisas sem termos de nos esconder.

GBEBR: Isadora, além de estudante de letras, você também faz parte de um grupo de legenders que legenda conteúdos LGBTQ+. Na sua opinião, qual tipo de impacto isso causa dentro da comunidade?

Isadora: É muito importante pra mim fazer parte de uma equipe que legenda conteúdos LGBTQ+, porque além de me sentir representada, sinto que ajudamos e contribuímos com o público nessa questão, também.

GBEBR: Glória, você pretende seguir a carreira de modelo. Como a Valentina Sampaio, primeira modelo trans brasileira a quebrar paradigmas, você também deseja ter essa representatividade e voz ativa dentro da comunidade LGBTQ+?

Glória: Tenho uma enorme admiração pela Valentina Sampaio, e assim como ela quero levar a “minorias” representatividade e fazer a diferença. “Não são minorias porque são poucos, mas porque possuem poucos direitos garantidos, pouca representatividade e visibilidade no senário social.”


GBEBR: Qual conteúdo LGBTQ+ (filme, série, música ou livro), mais te impactou?

Victor: A Garota Dinamarquesa é um filme especial para mim pelo motivo dito anteriormente, mas gosto muito de outros filmes, especialmente Carol (2016)

Isadora: A série Killing Eve, sem dúvida, e os filmes Com Amor, Simon e Elisa y Marcela.

Glória: “Elisa e Marcela.” Esse filme fala sobre o primeiro casamento religioso homoafetivo da Espanha que aconteceu a mais de século.


GBEBR: Como se sente fazendo parte da comunidade?

Victor: É difícil dizer. Na maior parte do tempo, é incrível. Me sinto parte de algo maior que eu mesmo, uma cause que vale a pena lutar até o fim da minha vida, mas não é fácil. Às vezes fico desmotivado.

Isadora: Apesar do medo constante de julgamentos, eu me sinto muito orgulhosa de ser LGBTQ+ e do espaço que estamos conquistando aos poucos na sociedade e na mídia.

Glória: Eu tenho orgulho de ser quem sou, tenho orgulho de defender uma causa, tenho orgulho das pessoas que saem na rua para lutar pelo que acreditam. Eu sei que juntos podemos fazer a diferença.


GBEBR: Há alguma pessoa LGBTQ+ que te inspire?

Victor: Todas as figuras públicas que se assumem em LGBTQ+ e dão o rosto para bater em nome da causa.

Isadora: Meu casal de amigas Lizz e Enola são uma inspiração pra mim, com o amor, dedicação e persistência que elas têm uma com a outra, sem deixar a distância interferir. Isso é lindo!

Glória: A vários artistas que me inspiram… Porém meu irmão mais velho “Wesley” é meu espelho. Através dele aprendi a ser forte e não ter medo de lutar pelo que acredito.


GBEBR: O que pode ser feito para termos uma sociedade mais igualitária?

Victor: Há várias coisas, mas acredito que a educação seja a mais fundamental. Ensinar nossas crianças desde o berço a amarem a diversidade e não o contrário. Só assim vamos erradicar todo e qualquer preconceito no mundo.

Isadora: Primeiramente, a sociedade parar de tratar a orientação sexual alheia como algo que afeta em suas próprias vidas. Pessoas da comunidade abrirem debates e falarem mais sobre como se sentem para que quem não encaixa pelo menos entenda e aprenda a respeitar.

Glória: Pode se dizer de uma sociedade mais justa, já que nós sempre argumentamos que não há ninguém igual a ninguém. Uma sociedade gentil, que cultue e ensine seus princípios, contra o preconceito e a favor do livre arbítrio.


GBEBR: Para finalizar, qual é a sua mensagem para a comunidade lgbtq+, para a sociedade num geral. E para aqueles que estão se descobrindo?

Victor: Para quem está se descobrindo: Não tenha medo. Você não é o primeiro e não estará sozinho nunca. Outras pessoas sofreram muito para que você estivesse num mundo menos hostil, então faça sua parte para que gerações futuras tenham um lugar ainda melhor. Para a sociedade num geral: ame mais, julgue menos, independente de religião, de crenças, de absolutamente tudo. Somos todos iguais e ao mesmo tempo diferentes. A diversidade é o que nos compõe, é a coisa mais linda sobre nós.

Isadora: Que tenhamos cada vez mais orgulho e menos medo de sermos quem somos. E para aqueles que estão se descobrindo, o caminho é difícil, mas sejam fortes, estamos todos juntos.

Glória: A mensagem mais importante é: “respeitar o próximo, ainda que ele seja diferente de você.” Isso significa que ninguém precisa ter uma orientação sexual homoafetiva ou não se identificar com seu próprio sexo para entender, respeitar e ter empatia. Para as pessoas que estão se descobrindo eu aconselho a não tentar se encaixar em um rótulo pois rótulos não têm utilidade, o que realmente importa é o conteúdo. Viva a sua vida e se descubra no seu tempo.


A equipe GBEBR agradece ao Victor, Isadora e Glória pela entrevista e as suas contribuições com nosso projeto.

Você pode estar conhecendo e acompanhando mais o trabalho de escritor Victor, através do link: www.spiritfanfiction.com/historia/meant-to-be-19011011

O trabalho da Isadora, como legender pode estar sendo acompanhado, através do Twitter: twitter.com/ladykillersubs


Por: Enola Fernandes, Elizandra Sanches, GBEBR

14.06

Conversamos com nosso entrevistado sobre a importância de conteúdos para a comunidade LGBTQ+.


Em comemoração ao mês do Orgulho LGBTQ+, a equipe GBEBR desenvolveu um projeto intitulado “Be Kind & Be Proud”, onde traremos diversos conteúdos relacionados a comunidade LGBTQ+. Um desses conteúdos são entrevistas com pessoas que possuem engajamento na comunidade LGBTQ+, umas mais conhecidas pela comunidade e outras menos.

Nossa primeira entrevista é com um dos grandes legenders de conteúdos queer, de codinome Fuzzco, responsável por legendar séries do universo queer como: RuPaul’s Drag Race, We’re Here, Legendary, entre outras… Além de dicas, ele bate um papo conosco sobre a importância de conteúdos para a comunidade e a sociedade num geral.

GBEBR: Nos conte um pouco sobre você e sobre seu trabalho com legendas. Quando começou a legendar e por quê?

Fuzzco: Eu comecei a legendar para mim mesmo em 2014, e lá para 2015 tive a ideia de legendar com uma qualidade melhor os episódios de RuPaul’s Drag Race.

Eu achava as legendas disponíveis na época muito mal acabadas e desorganizadas. Foi quando me chamaram para fazer parte do grupo de legenders, o InSUBs. Desde jovem acompanhava as séries com eles e sempre tive interesse em ajudar, mas não sabia como. Foi a kardashian que me chamou para participar. Eu amo trabalhar com legendas, mesmo que não seja nada profissional ou que me dê um salário em troca.


GBEBR: Como se sente quando as pessoas da comunidade te agradecem por legendar os conteúdos queer?

Fuzzco: Eu me sinto mega lisonjeado. Acho que qualquer legender que se dedique, se sente lisonjeado ao receber elogios e agradecimentos.
Ainda mais porque fazemos isso para mais pessoas ter acesso aos conteúdos que gostam.


GBEBR: Como enxerga o impacto do seu trabalho dentro da comunidade LGBTQ+?

Fuzzco: Eu acho que o impacto da Fuzzco dentro da comunidade queer foi positivo. Quando eu comecei a fazer as legendas tinha em mente em legendar conteúdo LGBT porque não via tantos conteúdos queer legendados, e ainda não vejo muito.

Então sempre que sai um conteúdo novo e o pessoal vê que eu vou legendar ou outra pessoa/equipe vai legendar, todos adoram. Nem todo mundo sabe o inglês tão bem para assistir sem legenda, nem eu mesmo sei. Fora que quem acompanha conteúdo LGBT nem sempre é LGBT. Já recebi mensagens de pessoas que assistem com os pais, tios e avós. Fora que há casais héteros que assistem programas como Drag Race, e agora com Legendary passando, também tem bastante gente não LGBT assistindo também.

Por mais que o conteúdo seja voltado à comunidade LGBT, a temática deles atrai outros públicos fora da comunidade e assim acaba educando-os também.

E também quando legendamos temos que ter o tato de usar as palavras adequadas nos momentos certos. Ninguém quer ver algo mal traduzido ou uma palavra totalmente errada e sem sentido na frase, porque quando a pessoa não tem a noção de que foi um erro de tradução, acaba achando que o personagem é estúpido ou ríspido baseado na legenda que fizeram.

E uma coisa que pouquíssimas pessoas falam, é que a legenda ajuda e muito deficientes auditivos. Já entraram em contato comigo agradecendo por legendar as coisas tão bem porque nem tudo que é legendado, tem um tempo hábil para lerem, então acho bem legal mencionar isso e gostaria que tudo tivesse uma legenda de qualidade também.


GBEBR: Falando em impactos… Existe algum conteúdo LGBTQ+ específico que te impactou e serviu de influência?

Fuzzco: O conteúdo que mais me chamou atenção no passado foi Will & Grace. Assistindo hoje, tem muitas questões problemáticas que podiam ser questionadas, só que como muita coisa dos anos 90 isso passava despercebido. Mas para mim foi a primeira série LGBT que tive contato e virei fã. Na época existia Queer as Folk também, mas eu não gostei tanto porque não era algo que eu podia assistir no quarto sem me preocupar da minha mãe ou pai entrar e ver uma cena de sexo LGBT. Eu não era assumido, então Will e Grace contribuiu para eu me assumir e ver que o mundo LGBT nem sempre era tudo aquilo que mostrava em Queer as Folk. (Eu acabei assistindo depois de alguns anos).

Não que eu esteja falando mal, mas era uma realidade que não condizia com a minha. Além disso, eu assistia Will e Grace e não tinha noção alguma do dialeto LGBT que utilizavam na série, isso que contribuiu de eu aprender mais do inglês. Nunca fiz curso, sempre aprendi as coisas sozinho. E anos depois veio Drag Race que me impactou no sentido de aprender mais do dialeto. Eu comecei a assistir na quinta temporada, e ver a Alyssa falando tudo no linguajar era o meu paraíso para pesquisar ao pé da letra o significado das palavras.


GBEBR: Quais conteúdos você recomenda por acreditar serem necessários para as pessoas assistirem e gerarem debates reflexivos sobre a comunidade LGBTQ+.

Fuzzco: Acredito que o mais recomendável para indicação seria Pose. Pose retrata uma parcela grande da comunidade LGBT e não foca tanto em amor GGGG como vemos em diversas séries, fora que também entra a questão do T nunca estar presente em produções hollywoodianas. A série traz muita coisa dos anos 80/90 que ainda hoje acontece com todos da comunidade, claro, antigamente era mais rígido só que ainda há lugares que não evoluíram. E além dessa discussão toda da comunidade, entra a questão racial que são poucas produções que ousam falar sobre isso. E um pouco muito importante é por apresentarem um elenco majoritariamente trans.

É algo que precisamos ter mais aqui no Brasil também pois muitas marcas pegam a gente de token no mês do Orgulho só para pagar de desconstruída, mas sabemos que por trás de tudo isso há uma pessoa que não vê o lado humanizado das pessoas.


GBEBR: O que você acha necessário para que os conteúdos queer tenham mais alcance.

Fuzzco: Chance. Independente da plataforma, seja streaming, canal de TV, eventos, tudo é uma questão de chance. Eu vejo que há diversos magnatas que não acreditam no potencial das produções LGBTs por preconceito ou medo do público deles não verem aquilo com bons olhos, financeiramente. Tem diversos conteúdos que só chegam para uma parcela da população que tem condições. A TV aberta, por exemplo, raramente vai exibir um documentário como “paris is Burning” ou “Drag Race”. Por mais que no SBT já tenha sido exibido “Paris is Burning”, hoje em dia nada é bem retratado na TV sobre a comunidade queer.


GBEBR: Se encontra satisfeito com a representatividade proporcionada por tais conteúdos?

Fuzzco: Uma coisa que eu estou gostando de ver e acaba me representando é o fato de adicionarem personagens em series/filmes e eles não precisarem falar: “Oi, eu sou fulano, e sou gay/lésbica/trans”. É algo que aos poucos está acontecendo naturalmente. O que digo aqui não é para ser confundido que não deve ter Orgulho nas produções, digo isso porque acaba parecendo que fizeram esse papel por lacração, sabe? Ah, e também tem o fato de hoje em dia personagens LGBTs serem interpretados por pessoas LGBTs, e os próprios atores LGBTs interpretarem papeis héteros. Antigamente não existia isso, então indiretamente me sinto mais representado nessa questão.


GBEBR: Para finalizar, qual é o seu conselho para a comunidade nesse mês do orgulho LGBTQ+ e também para os que estão se descobrindo agora.

Fuzzco: Acho que é impossível dizer que nesse ano as coisas estão normais porem, apesar dessa pandemia, tenham sempre pensamentos positivos.

Parece clichê falar isso, mas se estiver passando uma dificuldade em contar as pessoas que você é LGBT, isso vai melhorar. Caso não se sintam seguros em contar sobre isso, não conte. Aguarde ter idade suficiente ou uma estabilidade financeira melhor porque sei que nem todos os pais ou familiares podem aceitar tão bem isso logo de cara. Protejam-se usando máscara de proteção e camisinha!

E procure sempre buscar conhecimento, ensinar as pessoas sobre os nossos direitos e mostrar mais desse universo, mesmo que não seja assumido.

Aos poucos vai tentando mostrar um conteúdo LGBT mais “light”. Uma serie legal é Doom Patrol que há um personagem LGBT, Batwoman, a própria série Will e Grace que é de comédia.


A equipe GBEBR agradece ao Fuzzco pela entrevista e a sua contribuição com nosso projeto. Você pode estar conhecendo e acompanhando mais o seu trabalho, através do Twitter: twitter.com/FuzzcoNews


Por: Enola Fernandes, Elizandra Sanches, GBEBR

15.05

Fugindo do estilo comercial, cantora adota um estilo próprio em seu primeiro compilado.


Giulia Be vem trilhando a sua ascensão no pop brasileiro, a evolução da cantora através de seus singles, apontaria que ela lançaria um EP mais leve e alegre, trazendo reflexões em suas letras. E de fato, ocorreu. Com lançamento nessa sexta-feira (15/04), o EP intitulado “Solta” é o seu primeiro compilado, contendo singles já conhecidos e músicas novas.

Sua primeira faixa, intitulada “recaída”, é uma dessas novas músicas. A letra faz jus ao título, indicando que a garota está disposta a reatar provisoriamente com seu ex namorado, para matar sua saudade. Como o próprio refrão diz: “Bem, bem, tô afim de dar. Aquela recaída, vamos se encontrar.”

A segunda faixa, “se essa vida fosse um filme”, envolve uma declaração, claramente demostrando se entregar ao amor de forma definitiva, sem pudores. Com uma batida leve e o som suave da guitarra dedilhada, uma letra que transmite calmaria, tem todas as características de uma balada.

“não era amor”, a próxima, quebra todo o conceito de reatar um amor antigo e se entregar, estabelecidos nas músicas anteriores. É uma música sobre desilusão amorosa e reflexão, onde se questiona se o relacionamento, agora fracassado, envolvia sentimentos de ambos os lados ou não. Sua melodia tem características de um pop mais leve, ainda assim contendo a identidade de Giulia.

A quarta faixa, intitulada “eu me amo mais”, transmite a mensagem de se colocar em primeiro lugar, independentemente de qualquer circunstância ou sentimento. Retrata a emancipação.

A penúltima faixa, “menina solta”, dispensa grandes apresentações, por ser o primeiro single da leva de impor seu estilo próprio e por ser a música que mais fez sucesso comercialmente desse ep, se tornando um hit. Sua letra é simples e direta, onde discute ser empoderada, desimpedida, dona de si e livre para fazer suas próprias escolhas. Uma música que transmite alegria, por seu refrão chiclete e batida animada.

Chegamos a última faixa, precisamente um interlude, intitulado “outro”, onde o som de Ukelele acompanha uma composição linda e reflexiva sobre recomeços.

O interessante é que observar o resultado das criações narrativas da compositora, como uma reflexão de seu próprio espírito criativo e conceitual. A evolução musical da cantora foi tão bem encaminhada que agora ela retorna independente e poderosa, criando atmosferas que compõe a sua própria identidade dentro do EP.

Giulia Be segue como um daqueles nomes que empolgam e instigam a curiosidade pelos seus próximos passos. 


Por: Enola Fernandes, Elizandra Sanches, GBEBR

16.04

Em entrevista especial ao nosso fã site, nossa menina solta abandona um pouco o lado artista e resolve compartilhar filmes, séries e músicas para curtir nessa quarentena, também nos detalhando o motivo de cada indicação. Confira!

GBEBR: Vamos começar pelos filmes… Qual é o primeiro que você nos indica?

Giulia Be: Click (2006).

GBEBR: O porquê da escolha desse filme?

Giulia Be: É um filme extremamente bobo, mas eu reassisti outro dia e acho que ele me doeu muito mais do que quando eu era criança. Sou uma pessoa que gosta de controlar todas as circunstâncias, que sempre quer ver resultado e por conta disso muitas vezes esqueço de me apaixonar pelo processo.

O filme é um aviso das consequências de viver assim e um lembrete de aproveitar todo o dia. Nessa quarentena, ele se torna extremamente relevante pois tem sido um tempo pra desacelerar no trabalho e aproveitar para estar com minha família.

GBEBR: Qual outro filme que você indica?

Giulia Be: Qualquer filme do Baz Luhrmann! Baz é meu diretor preferido de todos os tempos. Os filmes dele são marcados por trilhas sonoras impecáveis e direção artística sem igual. Mais do que assistir um filme, é assistir um show.

Entre meus preferidos, Romeo + Julieta (1996), Moulin Rouge (2001), e O Grande Gatsby (2013). Mas, os menos conhecidos são fantásticos também. Ele é o diretor escalado para o novo filme do Elvis Presley, que lança em outubro/2021.

Giulia também adicionou outras boas recomendações de filmes:

Meia Noite em Paris (2011) – Segundo a própria, é o seu filme com o roteiro preferido de todos os tempos.

Up – Altas Aventuras (2009); Prenda-me Se For Capaz (2002); Die Welle (2008); O Grande Truque (2006), Giulia diz que esse especialmente “Abre a tua mente”.

Como a nossa menina solta também é fã de Harry Potter, é claro que ela não poderia deixar de fora a indicação dos oitos filmes da saga.


Os serviços de streaming têm feito cada vez mais parte das nossas rotinas, não somente restrito à filmes, então, se liga nessas dicas de ouro da Giulia sobre séries que você pode conferir.

GBEBR: Qual é a primeira série que você indica aos nossos seguidores?

Giulia Be: Friends (1994 – 2004).

GBEBR: Por que dessa escolha?

Giulia Be: Tem tudo no Netflix, são muitas temporadas, mas vale muito a pena. Perfeito para quando você quer ver algo bom para te deixar feliz e good vibes, sem precisar prestar muita atenção em tudo… E ao mesmo tempo, tem uma dinâmica e profundidade de cada personagem que você vai aprendendo a amar.

GBEBR: E qual próxima série que você indica? E o por que ela?

Giulia Be: Gossip Girl (2007 – 2012). Minha série preferida de todos os tempos – isso vai parecer fútil, talvez (risos) –, mas eu a acho extremamente bem feita e ela te envolve em um mundo que é tão fora da realidade, de uma maneira extremamente cativante.

Só tem gente linda, bem vestida e com um compasso moral torto. Acontece tantas coisas absurdas que é quase uma novela mexicana. Mas, acontecem de uma maneira que você nem percebe o quão absurdo é, até já estar envolvido demais na história. Eu comecei a assistir com 10 anos, então cresci investida nos romances e amizades tóxicas.

Outras indicações de séries:

Manifest (2018 – atualmente) – “Comecei a assistir e já acabei.”

The Bold Type (2017 – atualmente) – “É tipo O Diabo Veste Prada, mas atualizado para o momento que vive nossa sociedade, trata assuntos de extrema importância de uma maneira leve e legal”.

The Sinner (primeira temporada, 2017) – “Se você se considera medroso, não assista sozinha (o). Muito boa.”

Elite (2018 – atualmente) – “Série teen numa pegada até parecida com Gossip Girl, mas de novo, atualizada para a atualidade. Assista em espanhol, com legenda em espanhol e aproveita a quarentena para aprender uma nova língua!”

Game Of Thrones (2011 – 2019) – “Não tenho nem palavras para o que essa série representou na minha vida. Já matei aula para ficar numa fila online e conseguir ingresso para a exposição que veio para o Brasil, depois fugi da escola para ir para a exposição também (risos). Amo!”.

Explicando (Netflix, 2018 – atualmente) – “Cada episódio você vira expert em outra coisa. Bom demais.”

Abstrato: A Arte do Design (Netflix, 2017 – 2019) – “Eu particularmente amo o episódio da Es Devlin, mas todos são ótimos. É tipo um explicados de arte. Mais ou menos.”

The Get Down (Netflix, 2016 – 2017) – “Série daquele diretor que eu falei no filme, Baz Luhrmann. Incrível, pena que não pegou.”

Attack on Titan (2013 – atualmente) – “Anime que minha melhor amiga me mostrou. Comecei a assistir anime e esse é o próximo na minha lista, mas estou esperando para assistir com ela. Quase tudo que ela gosta é bom, então deve ser boa.”


A música é a principal arte que faz parte da carreira e da vida de Giulia. Perguntamos à ela, quais músicas ela recomenda para estar ouvindo e tornar essa quarentena mais agradável.

GBEBR: Quais são as músicas que você nos recomenda?

Giulia Be: Jorge Ben – Taj Mahal / Fio Maravilha / País Tropical (Funky Version)

GBEBR: Por que dessa música?

Giulia Be: Uma obra de arte histórica. Melhor mash – up de todos os tempos. Seis minutos e meio pra você dançar até esquecer seu nome e cantar até perder sua voz. Três histórias fantásticas contadas em três músicas incríveis! Essa música me lembra minha infância, porque apesar de terem sido lançadas nos anos 70, ela sempre tocava pela minha casa. Acho que sabia cantar, antes mesmo de saber o hino do Brasil.

GBEBR: Qual outra música você recomendaria e por que?

Giulia Be: Who’s Stopping Me – Big Sean feat. Metro Boomin.

Faixa de hip hop/rap americano, que usa um sample de Bossa Nova (Clarão da lua, Nazaré Pereira). Eu amei ver um sample de um clássico brasileiro sendo usado tão perfeitamente e de maneira inovadora num rap do Big Sean. Inesperado, mas brilhante, na minha opinião.

As demais músicas recomendadas pela Giulia, você pode conferir na playlist que montamos, disponível no Spotify:


Entrevista por: Matheus de Medeiros

Transcrição e Revisão: Elizandra Sanches e Enola Fernandes

14.03

Novo single é destaque do seu primeiro EP, com previsão de lançamento ainda nesse semestre; e contou com o lançamento do clipe.


Após o sucesso de seu último single, “menina solta”, a mais nova revelação do pop brasileiro lança nessa sexta feira (13) o seu mais novo clipe e single, “(não) era amor”, em todas as plataformas digitais. Transmitindo a mensagem de amor próprio e superação de um relacionamento abusivo, o quarto single da cantora é o destaque do seu primeiro EP, com previsão de lançamento ainda nesse semestre.

Em entrevista ao Papel Pop, a cantora contou que a inspiração para escrever o seu quarto single originou-se de uma conversa com a sua melhor amiga, que lhe pediu conselhos de como lidar com o ex namorado.

“A letra é uma carta aberta ao menino, para ele pensar duas vezes antes de quebrar um coração, pois tudo que vai, volta. Passo uma mensagem de amor próprio. Um grito interno para relacionamentos emocionalmente manipuladores, que só percebemos quando saímos deles”, ela revela. “É uma afirmação de que o amor é para ser leve. E se tá doendo, sinto lhe dizer: não é amor”, complementa.

Com direção de Pedro Tófani e Fernando Hideki, o clipe tem como conceito várias fases de Giulia e um confronto entre Be e outra versão dela, mediado por uma luta de boxe. A cantora também interpreta todos os integrantes da banda de apoio ao fundo. Outro conceito do clipe é a cantora em volta de borboletas, simbolizando através de significados espirituais: transformação, felicidade e renovação.

Confira o clipe e todos os seus conceitos:

Ouça “(não) era amor” nas plataformas: Spotify, Deezer e Apple Music, além de assistir ao clipe no Youtube. Contribua com o sucesso da nossa Giulia! Disponível em: https://lnk.to/naoeraamor


Por: Enola Fernandes, GBEBR

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